quarta-feira, 17 de julho de 2013

Conhecendo a Europa fria em 2013- Vivendo Budapeste


     Dia 5 de abril- sexta feira


          Como sempre, tomamos nosso café no quarto, as 8  horas da manhã. O normal é tomarmos  às 8 e meia, mas combinamos com minha irmã que  iríamos tomar um pouco mais cedo pois 9 horas teríamos que estar no hall  para encontrar Katalin que iria passar de carro para fazermos um tour pela cidade com duração de 4 horas.


        Em Budapeste a moeda usada é o Florines húngaros, mas  quase todo lugar recebe o euro fazendo a conversão.
       Na hora combinada ela chegou juntamente com a filha, que ficaria dirigindo o carro, enquanto ela iria mostrando os pontos históricos . Ela nos disse que em determinados momentos, a filha ficaria no carro, em algum lugar estacionado e nos saltariamos par conhecer  melhor os locais.
      O nosso hotel ficava localizado em Peste.
      As duas cidades Buda e Peste, uniram-se administrativamente no século XIX e mantêm-se separadas pelo Danúbio. Acima de suas águas erguem-se prédios Belle Époque e as mansões barrocas e neoclássicas de pedras desgastadas. Terra natal de Liszt, a capital húngara tem rico legado musical.
      Começamos o nosso tour por Peste. Cada rua , cada prédio que iamos passando, a nossa guia ia procurando contar a sua história.
     A história de Budapeste é muito triste  o mesmo tempo de muita coragem. A cidade foi totalmente destruida com as guerras e  depois com o comunismo. Todas suas  pontes foram destruidas. Ela foi refeita com muita garra.
    Andamos de carro pela  Andrássy út- esta  alameda  tombada pela Unesco percorre 2,5km, como um raio imponente que sai do centro de Peste, em Szent István e vai até a Hosók Tere ( Praça do Heróis)e o Városliget ( Parque da Cidade), a noroeste.. Foi cortada no final do século 19, no momento da união administrativa de Buda, Óbuda e Peste, após o Acordo Austro- Húngaro.
        Esta avenida Andrássy, era o local onde antigamente ( no principio do século XIX) a aristocracia húngara , os homens montados à  cavalo  e s mulheres em carruagens, iam se reunir no  território do parque municipal, para elaborar as condições da independência  húngara da Áustria. Deste  movimento desenvolveu-se a Grande Revolução Húngara de Independência de 1948-49. A avenida foi construida depois, passo a passo, onde tinham os eus castelos e casas para passar o inverno. Quando o tráfego da nova moda ( automóveis) os enervou, então iniciaram obras subterrâneas, quer dizer a primeira linha d mtropolitano sobre o continente europeu, que foi construído para festejar o aniversário de mil anos de existência da Hungria em 1896. Os primeiros passageiros  foram o Imperador Francisco Josef e a sua esposa a belíssima Sissi. Eles ficaram  contentíssimos com a construção do trem subterrâneo.
    Saimos do carro para andar numa localidade muito importante para  os brasileiros: o local onde Chico Buarque   fez   um filme . Ela nos mostrou o bar  em que  ele ficava e toda  produção quando o filme estava sendo rodado.
    Quando saimos fomos fazer um lanche em uma tipica casa de chá húngara.  Tomamos um chocolate quente e comemos doces típicos.


      Nossa próxima parada foi conhecer um verdadeiro local de banho turco. Vimos  um banho misto e aproveitamos para visitar os aposentos. Existem banhos  para sexos separados. Nesses locais as pessoas tomam banho nus. Nos banhos mistos as pessoas usam sunga e maiô.
    Fomos em um parque onde se vende  água termal para ser usada no local ou para  levar para casa. Nossa guia nos ofereceu  ,para cada  um ,uma caneca. Ela disse que adora e que encomenda toda semana 5 litros. A filha não gosta e  nós também não gostamos. A filha da guia ajudou a bebermos. Meu marido disse que é a mesma coisa que pegar um gringo e dar para ele comer uma acarajé com muita pimenta.
   Uma pausa  pra falar da água quente:
   O nome de Buda não tem nada com o Budismo e Peste não tem nada com a epidemia de peste . Ambos os nomes têm a origem numa remota língua eslava. O nome Buda significa  água e Peste significa forno ardente para fabricar ladrilhos. Tudo isto tem a ver com as fontes termais da cidade. Budapeste e quase toda a Hungria dispõe de uma grande riqueza de fontes termais. Isto significa que debaixo do solo ocorrem movimentos vulcânicos e águas quentes onde criaram-se sistemas de grutas, lagos subterrâneos e um grande número de fontes de águas quentes ( de 40 a 70 graus Celsius, quase ferventes). E na base destas fontes, foram construídas as termas, durante o Império Romano. As termas têm as águas muito quentes, entre trinta e quarenta graus. Essas águas são muito recomendáveis contra doenças como reumatismo, doenças do estômago, e ajudam na circulação do corpo, como também servem para rejuvenescer qualquer pessoa.

 Um pouco da história da cidade:
            A metade ocidental do território atual já foi habitada  pelos romanos da antiguidade, é por isso que até hoje encontramos  vestígios romanos neste território. Depois da queda do Império Romano,  esta região ficou habitada  por povos bárbaros por ex. os visigodos, avros e os hunos .
           O povo Magiar ( quer dizer húngaro em húngaro) tem as suas origens na Ásia. Originalmente viviam nas planícies  asiáticas entre condições nômades e depois de larga migração em vários países chegaram às espetes da Hungria atual e no ano de 896  conquistaram a Bacia dos Cárpatos. Fícaram instalados nesse lugar, aceitaram o cristianismo e o Santo Estevão, que originalmente era um chefe pagão, recebendo a coroa do Papa, e coroado no ano 100 como primeiro rei da Hungria.
      Andando mais um pouco fomos até a Praça dos Heróis e arredores.  Ela fica  dentro do  Parque Municipal, no fim da Avenida Andrássy, destacando um monumento de 36 metros de uma coluna rodeada pelos 7 imponentes chefes das tríbos húnguras, acima o Anjo Gabriel, construído em 1896, em comemoração aos mil anos do primeiro assentamento  húngaro. E ao redor vê-se uma galeria semicircular de fíguras de reis e chefes de revoluções durante mil anos de história húngara.
        O Parque Municipal é ótimo para um passeio ao ar fresco dentro da cidade. Neste parque encontra-se o zoológico,o banho termal Széchenyi, um castelo romântico que foi construído para festejar o aniversário de mil nos da existência da Hungria, um parque de diversão chamado Vidámpark, tudo cercado por um lago onde no inverno se pode patinar sobre o gelo.
       Vimos as construções que foram feitas para  as comemorações do milênio, tiramos retratos  na  ponte que fica ao lado da construção do parque  e lago feito para esquiar e andamos bastante pelo parque das construções do centenário que no começo foram feitas de papel e depois passaram a ser de concreto. Depois  fomos até  a Praça dos Heróis.
  Agora contarei um pouco da  história destes lugares, que nos foi passado pela nossa guia.ia dos Cárpatos no ano 896, mil anos mis tarde festejando o ano milenar da chegada dos húngaros, com festas, celebrações e muitíssimas construções, que deram  um impulso para evolução de Budapeste Um exemplo das inaugurações para o milenário foi a Praça dos Heróis, onde encontramos estátuas das mais destacadas figuras da história Húngara.
    A maior parte dos prédios em Peste foram construidos no final do século XIX. Esta época é conhecida com o nome de Império Áustro- Húngaro, ou a "belle  epoque". Temos como construção a Igreja de Santo Estevão e a Grande Sinagoga na Rua Dohány, que representa a maior Sinagoga da Europa e segunda maior o mundo inteiro. A Hungria considera-se um dos países com uma das maiores comunidades judaicas da Europa.
    A igreja mais importante de Budapeste e a maior também ( Santo Estevão) tem a capacidade para 8.000 pessoas. Junto com o prédio do Parlamento Húngaro forma o par de edifícios mais altos da capital ( 96 metros). O número 96 simboliza ,como já dissemos a chegada dos húngaros na bacia do Carpatos no ano de 896. A igreja foi batizada com o nome do primeiro rei húngaro, que fundou o primeiro estado húngaro, obrigou-o cristianizar  e depois da sua morte , o rei tornou-se santo.
 Depois de termos uma boa idéia de Peste fomos de carro para Buda de carro, atravessando  a Ponte das Correntes .
   Neste nosso trajeto, até pararmos o carro em Buda , a nossa guia foi contando  sobre  Buda , as pontes e o rio Danúbio.
    Na beira do  Rio Danúbio, Buda, Óbuda e Peste se uniram  durante a  "Belle Époque  da Monarquia Austro -Húngara , formando uma única cidade no nome. As três antigas cidades são ligadas por nove pontes, duas delas são dedicadas exclusivamente a estrada de ferro.
   O Danúbio é o rio mais importante da Europa, e é o segundo maior depois do Rio Volga ( na fronteira da Ásia e Europa). Durante muito tempo não se construíam pontes sobre o Danúbio.
        O Rio Danúbio nasce na Selva Negra e desemboca no Mar Negro. Existem enormes barcos- hotéis, cruzeiros que atravessam uma boa parte da Europa e mostram as cidades mis importantes aos seus visitantes, como Viena, Bratislava e Budapeste.
        No século XIX foi construída a primeira ponte, a Lánchid, ( Ponte das Correntes - 1849 ) para fazer o contato entre Peste, Buda e Óbuda.
        Junto à estátua da Liberdade que é o símbolo de Budapeste temos a Ponte  De Margarida ( Margit-híd), que foi construída como segunda ponte permanente sobre o Danúbio. Esta ponte faz a conexão entre as três cidades e a ilha do mesmo nome. A ilha é praticamente um enorme parque, onde vivem pessoas, banhos termais, quadras  de tênis e campos de esportes. Recebeu o nome d filha santa do rei BelaIV, que viveu nesta  ilha.
        Um pouco da história desta ilha: assim nos contou a nossa guia
         Uma vez...no passado distante e romantico, existiu um rei por nome Béla IV. O país dele foi invadido pelos tártaros ( mongóis), e ele  mesmo com grande luta não conseguia vencê-los. O rei então fez uma promessa s ele vencesse os tártaros , a  sua filha seria sacrificada como serviente de Deu. E foi assim que a pequena foi viver com s monjas dominicanas. Ela foi canonizada, pela Igreja Católica Romana em 1943 em Budapeste, e a ilha onde Margarida viveu e que foi testemunha da sua vida santa, em sua homenagem, recebeu o nome dela. Hoje em dia é chamada Margitsziget- Ilha de Margarida.
    Buda é a parte da cidade com mais colinas, selvas, zonas verdes e parques. Buda é muito residencial, e se vive em harmonia coma natureza.
  Em Peste começa  a grande Planície Húngara, é totalmente plano, tem edifícios espetaculares construídos nos séculos XVIII e XIX. Com estilos da monarquia (  barroco, neo-renascentista  e de "secession", quer dizer modernismo), e ao longo das grandes ruas e das avenidas existem muitas lojas e centros comerciais. Nas noites de verão as esplanadas e avenidas ficam lotadas com pessoas na vida noturna tanto em Buda, quanto em Peste e Óbuda.
       Não podemos deixar de falar na Ponte da Elisabeth que é a ponte mais elegante e parecida com a mulher de quem recebeu o nome, a belíssima Sissi. No outro lado da ponte vê-se a Ponte Liberdade, cujo nome original era ponte de Francisco José, nome do Imperador Austríaco, esposo de Sissi. São as 4 pontes mais antigas de Budapeste ( das Correntes,   Margaridas, Elisabeth e Liberdade). Elas já existiam antes da segunda guerra mundial. Foram todas explodidas e toda a cidade foi destruída  também. No pós guerra retornaram-se as obras para reconstruir tudo.
   
    Como tinha dito anteriormente, atravessamos a ponte das Correntes ( ou Lánchíd), que foi construída em 1849- a primeira ponte. A ponte é decorada por dois leões de cada  lado.
    Depois que chegamos na colina, o carro ficou estacionado e começamos a explorar a área, mesmo debaixo de uma chuva fina , ouvindo os relatos da nossa guia Katalin.
    O Castelo de Buda ( em húngaro Buda Vár), é o castelo histórico dos reis húngaros, construido na encosta sul da Colina do Castelo no século XIII pelo Rei Bela IV. Na segunda guerra mundial ele foi quase que totalmente destruído e depois recuperdo. Da sua parte interna, quase pouco restou . Este Castelo foi erguido na Idade Média, com uma grande reforma em1790, em estilo barroco. Foi feita sua grande  reforma depois da egunda  guerra mundial.
    A Colina do Castelo, com o Castelo de Buda e a cidade medieval, junto com as margens do Danúbio, e a Avenida Andrássy foram classificados pela UNESCO, em 1987, como Patrimônio da Humanidade.
     Vimos uma casa que quando estavam fazendo uma reforma na sua fachada descobriram uns azulejos e resolveram deixar como era   em tempos passados- por sinal muito bonito.


        Nesta praça ficam uns homens vestidos à carater com o pássaro Turul  par que os turistas tirem retratos.
         Chegamos perto do pássaro simbólico dos Magiares, aos pés do Turul. A lenda fala que foi este pássaro de fantasia que mostrou o caminho aos húngaros, para irem às planícies com água e pastos abundantes no século nove. Foi assim que os húngaros, chegando da Ásia, encontraram  a nova pátria para se estabelecer para sempre.


   A Praça da Santíssima  Trindade ( SZENTHÄROMSÁG TÉR) é a praça central do morro, em frente  está um prédio gótico, construído no século XIII, como igreja consagrada à Nossa Senhora Santíssima Senhora. Na época medieval servia como igreja principal de Buda, aqui se proclamaram as guerras. O famoso rei Mathias decidiu construir uma torre e casar-se nela.


     O templo foi lugar de importantes acontecimentos como a coroação de Franz Josef e Elisabeth( Sissi) e do último rei Húngaro, Karl IV. Diz a lenda que em 1686 a Virgem apareceu aos turcos que estavam orando. Eles tomaram como um sinal de derrota e perderam a cidade de Buda contra os Húngaros.

     Mesmo com uma chuva fina,continuamos o nosso tour  por Buda. Fomos visitar o Castelo e admiramos a linda paisagem de Peste  e do Danúbio vista do alto.
    Não tivemos condições de visitar o Bastião dos Pescadores, mas vou contar um pouco  do que foi falado pela nossa guia:
    Ele foi edificado em 1895, em estilo neo-romântico, para decorar ainda mais a já  fantástica Igreja Mathias e comemorar o aniversário da conquista Magiar. Constituído de sete torres, em homenagem  às sete tribos magiares que se estabeleceram na bacia dos Cárpatos em 896 e fundaram o país da Hungria, Magyarország. Das torres do Bastião podemos desfrutar das vistas mais pitorescas de Peste, especialmente do Parlamento, da Ilha   Margarida, da maravilhosa Ponte das Correntes e dos palácios na beira do Rio Danúbio. O monumento incorpora ainda uma linda estátua equestre do Rei Santo Estevão, fundador da nação. A estátua representa Santo Estevão com a cruz apostólica na mão e recebendo a maquete da Igreja Mathias.
     Depois  que saimos de Buda  a nossa guia ,juntamente com a sua filha que estava no volante, nos deixou no hotel.
    Estavamos um pouco cansados e tinhamos uma programação intensa para o turno da noite. Resolvemos fazer um lanche no hotel e descansar um pouco, para carregar as baterias.
    Mais ou menos às 18  horas a nossa guia chegou ao hotel e nos já estávmos prontos no hall. Estava chovendo um pouco mas não impediu a nossa programação.   Ela nos levou até o local do nosso passeio de barco pelo Rio Danúbio. É um passeio de mais ou menos uma hora. Ele vai até perto da ilha Margarida e retorno ao local de origem. É uma boa visão da cidade, de um lado e o outro. A sensação de estar  navegando sobre as águas do Danúbio, também é muito  emocionante. o Danúbio não é  tão azul  quanto eu imaginava. Vimos os barcos que fazem o cruzeiro  passando por Viena, Bratislva etc...


    Quando chegamos do nosso passeio, a nossa guia estava  no ancoradouro, nos esperando. Fomos até o carro e ela nos disse que par o jantar e show folclorico que iriamos teriamos como companhia a sua filha.
  Katalin saltou em algum lugar próximo à sua casa e fomos com sua filha para o lado de Buda , próximo o Monte de São  Gerardo, onde seria realizado a  apresentação.
  A casa de show fica num local  um pouco escondido no meio das florestas de Buda. Estacionamos o carro  bem próximo do local.
   Fomos recebidos com salgados e uma bebida  ( aguardente) típica da Hungria. A aguardente foi servido em um vasinho com o formato de um húngaro. Nos dirigimos par o salão onde  já estava bem movimentado e o show já tínha começado. Enquanto no palco estava tendo apresentação de vários estilos e danças  da cultura húngara , o jantar era servido.
    Uma variedade de vinhos, servido com um estilo próprio ( jato de vidro), uma sopa deliciosa ( o famoso goulash, que tomamos vários prato, e uma travessa com uma variedade enorme e carnes e outras coisas como arroz, pure etc.. A noite foi   a mais agradável possível. Pessoas de varias nacionalidades e as pessoas, cantavam o que sabiam e eram chamadas ao palco para participarem das danças. Tinha um grupo de argentinos que  participaram ativamente e estavam muito euforicos, chegando a dizer bem alto que eles agora tínham papa.


    No final eles cantaram, tocaram e dançaram  músicas ciganas. Elas são bem alegres.
     Para finalizar tocaram muitas de várias nacionalidades . Claro que o Brasil estava presente e cantamos junto. Foi uma noite muito agradável. Achamos o povo húngara bem alegre. Eles gostam muito de música e dança.
      Saímos mais de meia noite.
      Passamos pouco tempo em Budapeste,  horas  foram bem aproveitadas. Temos a certeza que os nossos guia contribuiram muito para que isto acontecesse.
      A filha de Katalin, nos deixou no hotel e ficou combinado que  às 16 horas do dia seguinte ela viria nos buscar para levar para o aeroporto.
      Foi um dia muito bom, onde guardaremos muitas recordações e conhecimento
 
   

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